Oito dias depois de cumprida a Ordem Judicial para desocupação da fazenda Pitomba, no município de Araputanga, a reportagem da Folha de Araputanga entrevistou o Major Paulo Hernandes Rodrigues Menezes. OUÇA AQUI A ENTREVISTA.
A fazenda foi invadida logo após o primeiro turno da eleição presidencial/2014. A reportagem não obteve nomes, contudo, ficou claro, em um trecho da entrevista do Major, que “autoridades importantes” podem ter dado apoio à invasão. O entrevistado declara que "autoridades" transitavam diariamente pelo local.
DESOCUPAÇÃO
No dia 18 de novembro/14 compunham as Forças de Segurança, composta entre outros pela Força Tática, Inteligência da PM, Polícia Militar de Araputanga, 17º BPM de Mirassol D’ Oeste e, Comando da PM de Cáceres. Cerca de 40 Policiais compunham a Tropa de desocupação.
COVAS?
Na entrevista o Major confirmou, também, que antes da desocupação, recebeu dos invasores um pedaço de material assemelhando lona de veste humana. O material foi fotografado e entregue ao Delegado de Polícia de Araputanga.
Em outra ocasião, ainda antes da desocupação, a reportagem conversou com o Delegado de Araputanga, sobre o assunto. O Delegado informou que chamou a perícia no local para verificar a eventual existência de covas, porém, de acordo com o Delegado, a perícia nada encontrou porque a escavação existente tratava-se de retirada de amostra de solo, para análise, com a finalidade da utilização do material na MT-175 em fase de pavimentação.
INVASORES
Sobre a possibilidade de nova invasão da fazenda Pitomba o Major diz ter conhecimento do boato. Porém, o Comandante da Cia da PM parte do princípio
ROUBOS
Um grupo tem praticado furtos em diversos locais de Araputanga, alcançando residências e comércios. Questionado sobre a ação desse grupo o Major declarou que os cidadãos e a Polícia sabem quem são os suspeitos, “São Jovens que cresceram dentro da delinquência, desde quando compreenderam o que é certo e errado, já têm convivência com o mundo do crime. Eles vêm de uma desestrutura familiar muito grande, praticamente de miséria e vêm atormentando, prejudicando muito a população. Essas pessoas já passaram por apreensão quando eram menores e também já foram presas depois de maior, mas, que continuam no mundo do crime, atuando dentro da cidade e, estão fora do alcance da Polícia Militar. Nós sabemos e não temos poder para tirá-los de circulação, declarou o Major.